segunda-feira, 13 de outubro de 2008

O teu sorriso



Imagens: Elene Usdin

Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.
(…)
Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro
rapaz que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar, a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.

(Pablo Neruda)

6 comentários:

Anónimo disse...

E como poderia alguém ousar sequer tirar-te fosse o que fosse?

Eu, pelo menos não.
Quem ia depois abrir-me a porta do FAROL para contemplar paisagens feitas palavras tão deslumbrantes?

NuNú disse...

Nunca teu riso nem as tuas palavras, caro farol...

Claudia Sousa Dias disse...

belíssimo, lindíssimo, maravilhoso.


CSD

luci disse...

porque atravessamos com mil cuidados riachos onde os pés sobressaltam,
porque cantam as últimas chuvas enigmas de rãs e limos,
porque tudo estava há tanto tempo na mais antiga escrita, tudo, na mais antiga escrita, escrito :)

Violeta disse...

um dos meus poemas preferidos.
mas ele tirou-me o seu sorriso...

splendid disse...

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