
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Nós!
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Um salto a Paredes de Coura
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Chuva que molha o Verão

Imagem: Seansean
Esta chuva que nos molha,
que bate nos vidros e apetece ficar por casa a contar as gotas que saltam das nuvens,
esta chuva que tem cheiro a terra,
que inunda os corpos na rua,
esta chuva que bate em dias que o sol devia espraiar,
e que reluz no chão o branco que devia ser amarelo,
que nos faz escorregar em vez de transpirar,
que deixa que se respire,
que tem sabor a verão à espreita de um Outono ainda fechado,
que nos traz um inverno sem frio,
que nos tira a sede e nos impede de derreter,
esta chuva fora de horas num tempo que não conhecemos,
esta chuva que nos molha a norte e chega ao sul,
esta chuva que se confunde com as ondas do mar sem sal,
que nos banha em qualquer tempo,
porque este tempo
já não é o das estações que rodam no calendário,
é um tempo recente que cambia em cada ano.
E pego em cada gota e aqueço-a com a mão de um verão que ainda está para amanhecer.
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Dunas onde me deito

Imagens: Michel Büschke
Vontade de me confundir com as Dunas e sentir a àgua nos pés que me refrescam,
olhar o céu e misturar-me com o azul,
arrefecer dos dias quentes,
e descansar no azul que me veste por dentro,
sentir o sal,
correr e marcar pégadas onde nem o mar as leve,
voar voar voar voar
deitada na areia e construir um castelo de emoções,
que me arrebatam para outras viagens,
para outros sítios,
locais,
mais frios ou mais quentes,
que me levem ao imaginário das bolas de neve quando tocadas pelas mãos,
essas que são as minhas nas tuas,
essas são as minhas dunas onde me deito.
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Kings of convenience

Melodiosos,
Acústicos,
um prado de algodão doce,
beleza pura e calma,
duas vozes em paralelo que caminhavam directos ao coração,
assim foi ontem o concerto na Casa da Música,
onde no final as cadeiras pouco confortaveis deram lugar a um baile em pé onde todos batiam palmas e o corpo moldava-se a cada nota musical.
Valeu a pena saltitar neste céu de letras inspiradoras deste duo folk-pop indie de Bergen, Noruega que se assemelham a um Simon and Garfunkel dos anos 2000, aos Belle and Sebastian com toques de Pearlfishers.
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Desperta-me de noite

Imagem: Jean Sebastien Monzani
Desperta-me de noite
o teu desejo
na vaga dos teus dedos
com que vergas
o sono em que me deito
É rede a tua língua
em sua teia
é vício as palavras
com que falas
A trégua
a entrega
o disfarce
E lembras os meus ombros
docemente
na dobra do lençol que desfazes
Desperta-me de noite
com o teu corpo
tiras-me do sono
onde resvalo
E eu pouco a pouco
vou repelindo a noite
e tu dentro de mim
vai descobrindo vales.
(Maria Tereza Horta)
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Os amigos que me pintam com cor do vento

Imagem: Dominguez
Há amigos que nos pintam com cor,
esses são os meus amigos,
aqueles que partilham uma música,
um jantar tranquilo ao sabor de um bom vinho e de um cigarro que vai empatando a conversa,
de um toque e um abraço que nunca falta,
de uma mensagem de boa noite ou bom dia,
que nos mandam um postal,
que nos limpam as lágrimas com sorrisos,
que nos marcam de rugas com gargalhadas mútuas,
que nos incendeiam com conversas até de madrugada onde o sofá nos vai aconhegando
_________estão,
_____________são,
________________têm,
____________________vêem,
_________________________ sentem,
brincam com as palavras que nos acariciam,
soletram poesia no modo de vida,
agarram as palavras que transmito,
esculpem e decifram p a l a v r a s na minha pele quer faça chuva ou faça sol,
que se enroscam à casa que os abriga,
que nos abrem a porta a qualquer hora,
são casas sem fechadura, onde a chave se chama amizade,
que nos encontram no sabor de uma tarte,
que nos cheiram num prado,
que nos vestem por dentro,
que me encantam todos os dias,
esses são os meus amigos que têm cor,
e me pintam o arco iris por dentro
em tempo de chuva,
de sol,
de neve,
granizo,
de dia e de noite,
onde os ponteiros não têm horas porque badalam ao bombear do coração.
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Amor

Imagem: Modenkind
Cala-te, a luz arde entre os lábios,
e o amor não contempla, sempre
o amor procura, tacteia no escuro,
essa perna é tua?, esse braço?,
subo por ti de ramo em ramo,
respiro rente á tua boca,
abre-se a alma à lingua, morreria
agora se mo pedisses, dorme,
nunca o amor foi facil, nunca,
também a terra morre.
(Eugénio de Andrade)
segunda-feira, 7 de julho de 2008
O vento que incendeia
quarta-feira, 2 de julho de 2008
As linhas

Imagem: Sven Sholz
Quando uma estrada termina, há sempre uma seta,
uma avenida, uma rua, um caminho, um passeio, um carreiro,
uma auto-estrada, uma linha que começa!
A minha estrada é esta que sigo, que vou nela, com todas as curvas e cruzamentos,
páro nos entrocamentos,
acelero nas avenidas,
percorro os becos,
olho as janelas, entro nelas, sigo-as até aos pátios, esvoaço como os pássaros
e percorro a tua linha, que me desvia, que é descontínua que não tenho medo de atravessar, que me leva na mão, que se sente no pé, que me descalça no chão.
Essa estrada que é minha e de mais ninguém,
___________ estrada que me move e me pára,
essa estrada que és tu em mim,
_______________________ e sou eu na vida e nos cruzamentos de avenidas,
perfiro-as estreitas, com becos, luzes ténues, prefiro descobri-la devagar, que me chame para dentro dela, prefiro-a com cor, com muitas s que mude do amanhecer ao deitar,
prefiro-as devagar.
As estradas abertas, as avenidas - acelera-se mas terminam numa portagem, numa cidade, são fáceis.
______ os becos, as pequenas e estreitas ruelas, não terminam
_____________________________________________ e quando terminam sou eu a caminhar em ti!
terça-feira, 1 de julho de 2008
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Com palavras


Imagem: Aurélie Villegas
Com palavras me ergo em cada dia!
Com palavras lavo, nas manhãs, o rosto
e saio para a rua.
Com palavras - inaudíveis - grito
para rasgar os risos que nos cercam.
Ah!, de palavras estamos todos cheios.
Possuímos arquivos, sabemo-los de cor
em quatro ou cinco línguas.
Tomamo-las à noite em comprimidos
para dormir o cansaço.
As palavras embrulham-se na língua.
As mais puras transformam-se, violáceas,
roxas de silêncio. De que servem
asfixiadas em saliva, prisioneiras?
Possuímos, das palavras, as mais belas;
as que seivam o amor, a liberdade...
Engulo-as perguntando-me se um dia
as poderei navegar; se alguma vez
dilatarei o pulmão que as encerra.
Atravessa-nos um rio de palavras:
com elas eu me deito, me levanto,
e faltam-me as palavras para contar...
Egito Gonçalves,
in Sonhar a Terra Livre e Insubmissa
sexta-feira, 27 de junho de 2008
quarta-feira, 25 de junho de 2008
De volta
Riga junho 2008
Riga é uma cidade encantadora,
ainda não me recompus...
Vermelho,
azul,
verde,
noites brancas,
longas avenidas,
gatos,
sinos,
fachadas com história dentro,
anos de territórios ocupados,
vida,
crescimento,
elevação,
água banhada por florestas de pinheiro.
cansada, cansada mas de alma nova, volto depois com as histórias.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Uma viagem de sonho
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Como se pode escrever sobre banalidades e ficar a pensar que nada é banal

(Imagem Peta Jones)
As gravatas são uma celebração da inutilidade. São uma forma de dizermos: sim, eu sei que isto não passa de um trapo colorido sem nenhum valor utilitário. Mas o mundo que habitamos, quando despido de qualquer coloração humana, também não passa de uma evidência física incapaz de transportar qualquer sentido, ou beleza, ou eternidade.(...)
Os quadros que amamos são uma mistela de tintas sobre linho: um amontoado de átomos sem nenhuma expressão humana particular. Mas quando os vemos com um olhar grato e deslumbrado, a evidência da tinta desaparece por trás de deuses ou heróis que tomam literalmente conta do quadro. Um traço de tinta é agora um braço; a folhagem perdida de uma vista; o nevoeiro que vem e tudo cobre. E o que ficam são histórias e mais histórias: de como Vénus nasceu das águas. (...)
Mesmo o rosto da pessoa que amamos será uma colecção de tecidos animados por um batimento cardíaco que começa e acaba sem ninguém saber como, ou porquê. Mas o rosto da pessoa que amamos é tudo menos isso: é a promessa de que a nossa solidão é testemunhada e embalada pela simples presença daquele rosto. Os livros de anatomia estão certos. Os livros de anatomia estão completamente errados.
(Excerto do texto de João Pereira Coutinho)
Este texto é mesmo uma delícia, e foi-me enviado pelo meu RG.
terça-feira, 17 de junho de 2008
A Perfeição

Imagem: Maciej Pokora
O que me tranqüiliza
é que tudo o que existe,
existe com uma precisão absoluta.
O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete
não transborda nem uma fração de milímetro
além do tamanho de uma cabeça de alfinete.
Tudo o que existe é de uma grande exatidão.
Pena é que a maior parte do que existe
com essa exatidão
nos é tecnicamente invisível.
O bom é que a verdade chega a nós
como um sentido secreto das coisas.
Nós terminamos adivinhando, confusos,
a perfeição.
(Clarice Lispector)
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Porque é tempo de bola!

Imagem: Antonella Arismendi
Vamos relaxar nos relvados ao som da bola que não para,
do apito que não soa,
do coração que rebenta,
do suspiro,
dos ais que se lançam a cada momento,
do golo que se pede,
do passe que não se falhe,
da baliza a vibrar,
de nós a berrar,
da cerveja que vai refrescando,
o tremoço que ajuda,
dos abraços que se partilham,
dos insultos que desopilam,
mas com tudo isto o que é certo é que o coração manda gritar mais uma vez,
FORÇA!
quarta-feira, 11 de junho de 2008
No caminho

Imagem: Victor G
Procuro a sombra que me tira do sol,
encontrei o sol que me afastou das sombras,
levanto-me sinto o mar
caminho nele com o sol rodeado das palmeiras que me fazem respirar.
A areia marca-se a cada passo,
as pégadas vibram e ondulam-se no vento que bate no mar, as palmeiras viajam comigo, e pintam-me de branco.
quantas pégadas somos nós no caminho?
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Uma delícia de CD

Ando louca com este CD, é mesmo impressionante, as músicas envolvem desde a primeira à última, muito diferentes, muito por dentro, ai vou rompê-lo vou!
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Tempo de florescer

Imagem: Dorota wrbleuska
Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.
Ás vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.
Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:
Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver.
(William Shakespeare)
segunda-feira, 2 de junho de 2008
A Ti farol parabéns a Ti vento que nunca faltaste!

Lighthouse at Stykkishólmur
Parabéns!
Neste ano caminhei pelas palavras em torno das letras do vento, e da luz que traziam,
neste ano escrevi, senti, li, conheci,
tornei-me vento com um farol que me ilumina,
neste ano o mar começou a falar,
neste ano a luz não faltou,
neste ano este farol cresceu comigo e com quem o lê,
neste ano o vento sopra e não arredo pé do meu lugar,
neste ano todas as letras se juntaram, moldaram, cresceram, pintaram-se com cor,
e nasceu um farol
mais quente,
mais iluminado,
mais transparente,
mais meu,
mais vosso,
mais eu,
___________mais
___________mais
___________mais
___________mais
___________mais
dancei,
brinquei,
fui séria,
gargalhei,
chorei,
adormeci nas letras,
transpareci na curva das palavras, e encondi-me num texto completo,
e assim este farol ganhou um ano de vida,
ganhei eu,
ganhou o vento que caminha nas minhas veias,
ganhou o mar que se foi iluminando,
e ganhou o coração que começou a bombear.
estou feliz neste farol, o vento passará a bater na face que se enrodilha no tempo,
a brisa passará a rajada em dias cinzentos,
a luz não se apagará porque haverá sempre uma letra que a incendiará!
A todos o meu obrigada, a ti farol Parabéns!
A ti vento que me vestes todos os dias!
quarta-feira, 28 de maio de 2008
De tudo




De Tudo ficam 3 coisas:
A certeza de que estamos sempre começando,
A certeza de que precisamos continuar,
A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar.
Portanto, façamos:
- Da interrupção, um novo caminho.
- Da queda, um passo de dança.
- Do sonho, uma ponte.
- Da procura, um encontro...
(Fernando Pessoa)
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Espaço para o Sol
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Um bom dia de sono

Imagem: Deranged
Hoje o sono instalou-se desde que acordei de manhã, acordei!!!!
Abri os olhos, saltei da cama para trabalhar, porque acordar, acordar não me parece,
continuo a sonhar, continuo com um sono maravilhoso.
Uma das melhores sensações é andar a ronronar o dia todo, com o sono que ainda se foi colando ao corpo...
- abre-se a boca,
- sentem-se os olhos com água,
- ficamos lentos e preguiçosos,
- escrevemos devagar,
- não nos irritamos,
- falamos pouco, apenas sorrimos
e passamos o dia todo noutra dimensão, a pensar, a pensar, a pensar
que quando nos enroscarmos nos lençois, ai que bom sono!!!!!!
E o dia a ajudar.... o chuva bate, o frio, o vento, ai que bom sono, mesmo!
Assim desejo a todos um bom dia de sono, até nos espreguiçarmos nos raios de sol que nos acordarem.
terça-feira, 20 de maio de 2008
Saberás?


Imagem: Fredpaq
Saberás que não te amo e que te amo
pois que de dois modos é a vida,
a palavra é uma asa do silêncio,
o fogo tem sua metade de frio.
Amo-te para começar a amar-te,
para recomeçar o infinito
e para não deixar de amar-te nunca:
por isso não te amo ainda.
Amo-te e não te amo como se tivesse
nas minhas mãos a chave da felicidade
e um incerto destino infeliz.
O meu amor tem duas vidas para amar-te.
Por isso te amo quando não te amo
e por isso te amo quando te amo.
(Pablo Neruda)
Agradeço à menina pintada em tons de azul, o envio deste belo poema.
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Lugares meus

Imagem captada pelo RG numa viagem linda.
Há lugares que se tornam meus porque me vestiram por dentro,
sento-me neles vejo as pessoas e sinto-as,
percorro o lugar e encontro os recantos da minha pele,
pele que se arrepia com a beleza das palavras,
palavras que saltam em mim e me despertam,
e é nesse despertar que vivo os dias,
estes dias que são infinitos,
porque é este o tempo que me cabe,
é nestes ponteiros que o sangue corre à velocidade da vida,
vida que se sente na água que se banha no verde das árvores,
árvores que não me sombreiam porque a luz está dentro.
terça-feira, 13 de maio de 2008
Serenidade
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Farol no rasto
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Simplesmente amor

Imagem: Malu Spart
Amo-te como a planta que não floriu e tem
dentro de si, escondida, a luz das flores,
e, graças ao teu amor, vive obscuro em meu corpo
o denso aroma que subiu da terra.
Amo-te sem saber como, nem quando, nem onde,
amo-te diretamente sem problemas nem orgulho:
amo-te assim porque não sei amar de outra maneira,
a não ser deste modo em que nem eu sou nem tu és,
tão perto que a tua mão no meu peito é minha,
tão perto que os teus olhos se fecham com meu sono.
(Pablo Neruda)
quinta-feira, 1 de maio de 2008
A verdadeira viagem
quarta-feira, 30 de abril de 2008
quinta-feira, 24 de abril de 2008
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Chove

Imagem: Remez el Saïd
Chove! chove!
e quanto mais andamos pela rua mais chove,
chove nos corpos delicados, nos severos, nos quentes e nos frios,
chove forte, chove fraco, chove sempre e chove às vezes,
chove nas casas despidas de gente,
chove na varanda onde nos deliciamos muitas vezes a ver o sol,
chove com salpicos salgados do mar que se move,
chove doce quando os rios transbordam,
chove onde as margens se abrem,
chove nas cidades menos abrigadas,
chove cá e noutro lado,
chove e faz sol,
arrepiamo-nos no granizo que salta das nuvens,
aconchegamo-nos nos raios que se espreguiçam no olhar,
chove lá fora,
chove,
chove,
chove nas janelas onde faço desenhos com os dedos, e apanho as gotas que vão descendo devagar,
chove,
chove,
chove,
chove,
chove lá fora,
cá dentro está quente e sol e frio, e sol e quente e frio, e chove e frio, e sol e quente....
_____________________cá dentro mora todo o tempo.
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Simplicidade
quarta-feira, 16 de abril de 2008
The National! Nem acredito!

Eu nem acredito, mas é verdade, belisquem-me! Uma das melhores bandas da actualidade!
Os bilhetes já cá moram, por isso nem que chova canivetes eu falto.
Os The National vão actuar no Centro Cultural Vila Flor em Guimarães a 18 de Julho, com o incrivel preço de 10 euros.
Eu já os vi no Festival do Sudoeste, onde o som era terrivel, e mesmo assim, saí de la extasiada e no rádio do carro continuaram a rolar até de manhã.
Na altura escrevi isto no Farol:
Mas o momento auge, para nós seria no placo secundário onde iriam actuar os The National, mas de facto as lágrimas quase me cairam, o som estava péssimo, os instrumentos não se distinguiam, o som não tinha profundidade, só feedbacks... como é possível, trocavam microfone, colocavam mais um cabo, os músicos passeavam no pequeno palco, até encontrar um local onde não fizessem sons estridentes, mas não era possível.
Matt Berninger, o vocalista, pouco sóbrio, cambaleava por entre o palco, mas a sua voz era magnânime sempre...
Mas só mesmo completamente bêbado era possivel actuar naquele espaço...!!!
Mesmo assim, eles resistiram durante uma hora, foram magnificos, brilhantes, e tão simpáticos.
terça-feira, 15 de abril de 2008
Passo de dança

Imagem: Izabel
É preciso fazer da interrupção um caminho novo; fazer da queda, um passo de dança; do medo, uma escada; do sonho, uma ponte; da procura, um encontro.
(Fernando Pessoa)
Coloco nos meus pés os sapatos que me fazem dançar,
liberto-me e rodopio na vida como uma ventoinha pendurada no meu tecto.
Já não sou de lá!
estou no sofá azul, com as sabrinas que me vesti e que são a minha escada,
encontrei-me na almofada onde me deito e,
desenho uma ponte todos os dias com os dedos dos pés,
caio com um passo de dança no sono profundo que me faz acordar todos os dias
no arrepio da escala musical.
E como diz RG haverá algo mais poético que uns sapatos de dança debruçados nas pernas em cima do sofá!
segunda-feira, 14 de abril de 2008
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Os meus ventos do Norte
Imagens: Viktar Senkou
E como são os ventos que me acompanham?
como se vestem,
de que cor são,
que história têm,
e batem-me porquê?
Respiram dentro do farol, e iluminam-no,
sinto-os como meus,
sinto-me deles,
quero-os a esvoaçar no tempo,
a arrepiar a pele,
quero espreguiçar-me nas cortinas que voam com ele,
a pele arrepiada do frio,
o tilintar do corpo a agasalhar-se,
um beijo que aquece, um abraço ao vento da mão quente do corpo que me tem,
vou desenhar-me no vento e quero-o e sinto-o e vejo-o e beijo-o e inspiro-o,
são a casa onde moro.
Bóreas ou Boreas, na mitologia grega era um dos Titãs que representavam os ventos - sendo este o bravio vento norte (irmão de Notos e Zéfiro)
E os ventos que sopram do Norte e me mexem?
Setentrião;
Tramontana;
Nortada.
e quando se inspira por uma lufada de ar fresco!
Brisa - nome que os pescadores do bacalhau davam ao vento fresco.
Mareiro - vento que sopra do mar para terra.
Mata-vacas - nome que nos Açores dão ao vento Nordeste.
Mistral - vento seco e frio dos quadrantes do Norte que sopra no Sul de França.
e aquele que nos transporta? Que nos arrepia? Como aparece?
Rabanada - Rajada ou Pé de Vento
Rafa - Rajada de Vento.
É nestes ventos que me encontro!
a ti RG um beijo com rajada, pelo envio dos meus ventos.










